sábado, 11 de janeiro de 2014

• Alguém especial.

Postado por Unknown às 14:17 0 comentários


 (fan art do jogo Ib)

Sempre fui um rapaz que nunca se interessava por garotas. Não que eu fosse homossexual, óbvio que não era, entretanto achava todas as garotas chatas, irritantes e interesseiras. Apesar disso, eu era bastante popular entre elas e nunca entendi o motivo. Recebia diariamente vários bilhetes contendo declarações de amor, minha lixeira ficava lotada de papéis coloridos e purpurinados, e tudo aquilo me irritava profundamente, me tirava do sério. Nunca pensei que toda essa minha repulsa por garotas estúpidas mudaria, até ela entrar em minha vida.

Estava com a cabeça encostada em minha carteira, os olhos fechados, quase caindo no sono, quando a porta é aberta abruptamente, causando um pequeno susto. Levantei a cabeça com o cenho franzido e observei o motivo daquela barulheira. O presidente de classe entrou na sala com um sorriso irritante nos lábios e sendo seguido por uma figura feminina. "Maldito! Como ele consegue ser tão energético?", perguntei-me mentalmente enquanto o mesmo nos informava sobre a aluna nova. Dirigi meu olhar para a nova aluna e pensei comigo mesmo: "Diabos! Mais uma garota estúpida para perturbar meu juízo!". O presidente de classe pediu para que a mesma desse um passo à frente e se apresentasse.

- Olá, meu nome é Natália. Por favor, cuidem de mim! - seu olhar estava direcionado para o chão, sua voz era tão baixa que eu quase não escutei e seu rosto estava com uma coloração avermelhada. Toda aquela reação da menina me deixou um tanto quanto impressionado, ela era tão... Diferente. Nossos olhares se cruzaram brevemente, seu rosto atingiu uma coloração mais avermelhada que antes e voltou a encarar o chão. A professora, com um sorriso, gentil indicou um lugar para ela se sentar e com isso o dia continuou sem complicações.

Os dias passaram preguiçosamente e quanto mais o tempo passava, mais o meu interesse por aquela simples garota crescia. Comecei apenas me perguntando como ela era realmente, se aquilo tudo era apenas uma máscara para esconder sua futilidade, em seguida meus pensamentos estavam focados nela, e por último, me peguei observando ela várias vezes ao dia e sempre a procurando na multidão. Aquela simples garota capturou minha atenção, meus pensamentos, penetrou minha alma com aquele jeito puro e simples de ser, e tudo isso sem nem ao menos ter dirigido uma única palavra a minha pessoa.

Andando distraidamente pelo corredor do colégio, com as mãos nos bolsos da calça, senti alguém esbarrar levemente em meu braço e em seguida uma voz muito baixa me dizer, quase num sussurro, um pedido de desculpas. Instintivamente segurei seu braço e fiz com que ela olhasse diretamente para mim, seu olhar era o de uma criança assustada.

- Você sabe matemática? - sem saber o que dizer, perguntei-lhe a primeira coisa que me veio na cabeça, a resposta foi positiva. - Poderia me ajudar a estudar? - sua expressão era de uma pessoa pensativa, e em seguida, outra resposta positiva. - Ótimo. No final da aula, me encontre na biblioteca. - soltei seu braço e continuei meu caminho. Fiquei nervoso e milhares de pensamentos e questionamentos rodearam minha mente.

“Como vou me comportar? Por que diabos eu pedi para que ela me ensinasse matemática? Logo a matéria que eu tiro as melhores notas?”. Eu era um verdadeiro idiota, imbecil! Suspirei pesadamente e me joguei na cadeira enquanto me perguntava se tinha algum distúrbio mental. Por que diabos aquela garota mexia tanto comigo a ponto de me deixar tão confuso?

O tempo passou num piscar de olhos e a cada passo que eu dava em direção para a biblioteca, a minha ansiedade aumentava mais e mais. Abri a porta e a encontrei sentada em uma cadeira, seu semblante era calmo e me transmitia paz, me deixava tranquilo. Sentei-me em sua frente e esperei que ela começasse a aula de matemática. Perguntou quais eram minhas dúvidas, inventei alguma coisa, e ao invés de me concentrar no que ela falava, me concentrei no seu tom de voz, nas caras e bocas que ela fazia, o modo como ajeitava o cabelo e estalava os dedos de vez em quando. Sentia-me hipnotizado pela singela beleza dela, e quando nossos olhares se encontraram, senti meu coração acelerar.

Os meses, os anos, foram passando e a cada dia eu me encantava por ela cada vez mais, conhecia sua real personalidade e me apaixonava mais e mais. Finalmente eu havia encontrado alguém diferente, alguém capaz de fazer meu coração acelerar, alguém que me fez conhecer o verdadeiro significado da palavra amor, e isso me deixava tão feliz que eu me sentia no céu, flutuando por entre as nuvens.

 ~ X ~

Diego enfim fechou o caderno e largou a caneta em cima da mesa. Massageou as têmporas e soltou um suspiro. Sua esposa percebendo sua agitação, perguntou-lhe se havia acontecido algo.

- Aconteceu! Este texto está horrível! Queria que ele ficasse perfeito! – sentiu então braços envolvê-lo num delicioso abraço.

- E por que ele tem que ser tão perfeito assim?

- Porque nele eu conto a forma em que nos conhecemos, a forma em que me apaixonei por você, e como você me mudou, me fazendo acreditar no amor. – os olhos da moça ficaram marejados, enquanto seu marido dizia tais palavras. Era raro ele demonstrar seus sentimentos, mas quando o fazia, sentia que seu corpo perdia as forças com a intensidade de suas palavras e seu olhar. Apertou mais seus braços em torno do corpo dele e tentou transmitir tudo o que sentia. E ele apenas aproveitou os braços finos e macios a envolvê-lo, enquanto pensava no desfecho perfeito para sua história.


segunda-feira, 8 de abril de 2013

• Saudade

Postado por Unknown às 09:48 0 comentários

Hoje eu me lembrei de você. Faz pouquíssimo tempo que você partiu, entretanto parece que tudo o que vivi contigo, todas as memórias, foram apenas um sonho, uma ilusão, e que dificilmente conseguirei viver novamente. As únicas coisas que me provam que aquilo foi real são as lembranças, as fotos, os vídeos; é difícil esquecer alguém como você, das suas manias, das suas brincadeiras, de suas palhaçadas. E provavelmente não esqueceremos isso tão cedo.

Para mim você era uma pessoa chata e irritante, que me chamava nos piores momentos. Bastava eu me sentar para jogar algo, ou escrever, que você me chamava e isso me deixava extremamente irritada! Outra coisa que me irritava era o fato de que você reclamava muito, passava horas e horas reclamando, aquilo me enlouquecia! Ah, você também era muito agitado! Sempre fui uma pessoa de dormir tarde, entretanto conseguia dormir mais cedo que você. Tinha noites em que você deitava cedo, mas alguns minutos depois já era possível ouvir seus passos pesados ecoando pela casa silenciosa.

Você era barulhento ao extremo! Falava alto, deixava o volume da TV tão alto que podia se ouvir da rua e brincava com a cadela num volume de voz altíssimo. Você também adorava roubar meus doces! Era eu ficar com vontade de comê-los que descobria que você já os havia comido, contudo, quando eu lhe dava, o doce rolava por dias na geladeira até estragar. Ainda me lembro do dia em que acordei durante a noite e pude vê-lo entrando em meu quarto, apenas de cueca, com seus cabelos separados em pequenos tufos, e você tentava abrir a porta de meu armário de modo silencioso e finalmente pegava o que queria: meu biscoito. Eu ri muito depois disso.

Eu adorava as caras que você fazia quando eu te sacaneava, adorava seu sorriso feliz quando escutava suas músicas e as pessoas apreciavam também não posso me esquecer da sua cara de sapeca quando fazia alguma brincadeira. Contudo, quando você nos dava uma bronca, ficava muito assustador. Eu gelava todas às vezes.

Entretanto nada teu ficou. Somente a saudade. A saudade dos teus passos pela casa, a saudade da tua voz alta, das suas manias, dos seus jeitos e até dos meus doces roubados (que na verdade era você quem os comprava).

Só me arrependo de nunca ter te dado o valor. Não ter te abraçado, não ter dividido meus doces, não ter sido uma filha digna. Arrependo-me por ter sido extremamente egoísta contigo. Mas eu quero que saiba que eu te amo e que sinto sua falta.


terça-feira, 12 de março de 2013

• I love you

Postado por textosdaleka às 15:18 0 comentários


O vento tocava a minha face, balançava o meu cabelo e me dava sensação de frescor. Pássaros e borboletas voavam por todo o ambiente. O cheiro das flores deixava tudo mais agradável. E ao meu lado, para deixar tudo ainda mais agradável, estava aquele rapaz o qual eu sempre fora apaixonada. Não falávamos nada, apenas aproveitávamos a companhia um do outro e aquilo me trazia paz. Era tão bom ficar com ele! Ele me trazia uma sensação de paz, tranqüilidade, uma coisa que eu realmente gostava.

Caminhávamos um ao lado do outro, às vezes ele me olhava e sorria, seu sorriso era o mais bonito que eu já vira em toda a minha existência e seu olhar era sempre tão gentil quando direcionado para mim.  

Continuávamos caminhando, até ele parar, repentinamente e me encarar. Ele parecia pensativo e após algum tempo expressou decepção. Pensei em perguntar-lhe o que houve, entretanto, antes disso ele respondeu:

- Esqueci de uma coisa muito importante, uma coisa que eu precisava te dar ainda hoje. Você se importa de me acompanhar até em casa? – neguei com a cabeça, era óbvio que eu não me importaria, quanto mais tempo eu passava com ele, mais feliz eu ficava. Ele esboçou um sorriso tímido. – Ótimo! – voltamos a caminhar, só que desta vez pelo caminho oposto.

Caminhamos por mais alguns minutos até paramos na frente de um enorme prédio. Passamos pela portaria e cumprimentamos a todos que estavam ali, entramos no elevador e finalmente paramos na frente de seu apartamento. Ele abriu a porta e pediu para que eu entrasse primeiro, como um verdadeiro cavalheiro. Seu apartamento não era grande de mais, nem muito pequeno. O ambiente era calmo e tranquilizante, assim como o dono. Haviam flores espalhadas por todo o apartamento e além de calmo, o ambiente era perfumado.

O segui até a cozinha e sentei-me na mesa de jantar. Ele foi até a geladeira e pegou uma caixinha vermelha, logo após veio até mim e estendeu as mãos, me dando a caixinha. O indaguei com o olhar e olhei para a caixinha bem desenhada. Coloquei-a na mesa e tirei a tampa, vi uma grande quantidade de bombons embalados. Abri um sorriso de orelha à orelha, senti meu rosto aquecer, certamente eu estaria corada e o olhei. Para mim não havia nada melhor no mundo do que receber chocolates e aquilo havia me deixado muito mais feliz do que eu estava.

Não me contive e o abracei. Ele pareceu surpreso de início (e realmente era para estar, não costumava abraçar as pessoas), mas logo me envolveu em seus braços. Seu abraço era caloroso, era tão bom quanto o abraço de minha mãe. Antes de nos separarmos, ele depositou um beijo em minha testa e logo depois se se sentou à mesa. Sentei-me ao seu lado, muito envergonhada e peguei um bombom. Notei que no meio dos bombos tinha um pedaço de papel, peguei o papel e percebi que ele havia ficado tenso.

Curiosa, desdobrei o papel e logo reconheci sua letra, grande e bonita. Li tudo atentamente e antes de terminar, já estava em estado de choque. Não acreditara no que eu acabara de ler. Não conseguia acreditar que naquele bilhete, ele se declarava para mim de uma forma tão tímida e doce que quase fez com que eu derretesse naquela cadeira. Eu o observei e notei que seu rosto ficara vermelho rapidamente e ele olhava para baixo. Olhei para minhas mãos e tentei me controlar. Eu não sabia o que iria fazer, mas eu sabia que se eu agisse por impulso, faria uma grande besteira, então eu fiquei quieta e pensei calmamente no que eu poderia fazer.

Enquanto pensava, notei que ele respirava fundo, como se fazendo aquilo, conseguiria reunir coragem. Eu estava ansiosa para ouvir o que ele falaria, ou ver o que ele faria, entretanto ele não fez nada, absolutamente nada, apenas abaixou a cabeça. Curiosa, decidi perguntar-lhe se aquilo era verdade.

- O que está escrito aqui, é verdade? – falei um pouco baixo e gaguejando, suponho que ele havia entendido, pois apenas assentiu e seu rosto obteve uma coloração muito mais avermelhada do que antes. – Eu... Eu... – suspirei. – Eu sinto o mesmo. – disse, por fim. Encolhi na cadeira e tentei esconder meu rosto. Senti seu olhar sobre mim e me atrevi a olhá-lo. Seus olhos estavam arregalados, seu rosto continuava vermelho e aquilo era totalmente adorável. Senti uma vontade incontrolável de apertar suas bochechas, contudo a falta de coragem e a vergonha não me permitiram.

Após alguns segundos processando as idéias, ele virou-se para mim e me olhou nos olhos. Aos poucos ele se aproximava de mim, sem que eu percebesse, só percebi quando nossos rostos estavam próximos e eu podia sentir sua respiração se mesclando com a minha. Com cuidado ele segurou meu rosto e selou nossos lábios de uma forma carinhosa e gentil. Arregalei meus olhos e não consegui acreditar no que ele tinha feito! Meu coração acelerou de tal forma que parecia que ele iria sair correndo de meu corpo. Afastou-se de mim e me olhava nos olhos, suas mãos ainda seguravam meu rosto e num fio de voz perguntou-me:

- Aceita ser minha namorada? – sem saber o que fazer, que reação eu deveria expressar, apenas assenti e tentei me esconder entre meus cabelos, o que não fora possível. Ele expressou um sorriso tímido e encostou sua testa na minha. Ficamos alguns minutos apenas naquela posição, até ele finalmente se separar. – Quer mais algum bombom? – assenti novamente.

Comemos alguns bombons juntos e finalmente saímos do prédio, rumando em direção à minha casa. Caminhávamos em silêncio, como anteriormente. Sua mão segurava a minha. Sua mão era calorosa, forte. Era uma sensação engraçada, uma sensação de segurança, de que eu nunca estaria sozinha novamente e eu simplesmente adorava aquilo. Como que apenas um toque de mãos fazia com que eu sentisse todas aquelas sensações?

Paramos em frente à minha humilde casa e antes que eu entrasse para finalmente finalizarmos aquele dia, ele me abraçou fortemente e beijou o topo de minha cabeça, novamente. Despediu-se com um leve sorriso, acenou e virou-se, fazendo o caminho de volta. Entrei rapidamente e fechei a porta atrás de mim, e após um tempo assimilando aquilo tudo, comecei a chorar de felicidade. Eu estava muito feliz e queria poder reviver aquele dia pelo resto de minha vida. 

terça-feira, 1 de maio de 2012

Apenas ele.

Postado por textosdaleka às 13:48 0 comentários


Ficar em casa apenas assistindo a televisão estava se tornando algo muito chato, eu precisava sair, me distrair, precisava de algum pequeno contato com outras pessoas, a solidão que o inverno me trazia estava me deprimindo. Decidi então escovar meus cabelos, colocar uma calça jeans, um tênis e um casaco, e após fazer isso, saí de casa. Caminhava pelas ruas com as mãos no bolso, olhava para algumas vitrines e não notava nada de muito interessante. Quando estava preste a desistir e voltar, notei que no final da rua havia uma livraria aberta, eu como era obcecada por livros, não pensei duas vezes e corri para a livraria.

Ao adentrar na livraria notei que haviam alguns conhecidos nela e resolvi conversar com eles enquanto passava os olhos em todos os livros. Vi alguns livros de Agatha Christie, outros do Conde J. W. Rochester e outros que eu nem ao menos havia ouvido falar. Pensei até em comprar um dicionário de japonês que estava a venda, entretanto preferi não gastar meu dinheiro naquele momento, visto que pretendia gastá-lo com um novo jogo que havia acabado de lançar.

Continuei conversando com os meus conhecidos e percebi que eles até tinham uma conversa boa e prazerosa. Eles falavam a minha língua, eram inteligentes e não fúteis como a maioria das pessoas são, e aquilo havia me deixado à vontade. Comecei a me abrir mais e mais, a minha barreira estava sendo ultrapassada e quando perceberam, já conheciam o meu lado oculto, o meu lado risonho e alegre. Estava tão envolvida na conversa que nem percebi quando um homem entrou na loja e após um tempinho ficou me encarando.

Eu sentia seu olhar sobre mim, estava com medo de ser algum psicopata e já estava me preparando para correr o mais rápido possível quando saísse da livraria. Até que alguns dos meus conhecidos (e novos amigos) disseram que precisavam ir, e quando sobrou apenas um, resolvi ir embora com ele. Virei-me e tive uma surpresa.

Lá estava ele! O único homem que fazia meu coração disparar. Seus cabelos louros estavam um pouco mais compridos desde a última vez que o vi, seus olhos estavam mais azuis e brilhantes do que eu lembrava, e ele havia deixado a barba crescer. Meu coração começou a disparar novamente e eu já começava a me repreender. Não, aquele sentimento sufocante não poderia voltar. Eu odiava aquele sentimento que chamam de amor. Ele me sufoca, não me deixa respirar, ele me fazia ter vontade de beijá-lo, abraçá-lo, de tê-lo comigo por toda a vida e eu não queria aquilo. Queria a minha vidinha solitária, com poucos amigos, queria que minha barreira não fosse ultrapassada e o pior era que quanto eu mais lutava contra esse sentimento, mais ele crescia dentro de mim. Não havia escapatória, o amor havia possuído todo o meu corpo e era mais forte do que minha mente, era mais forte do que o meu desejo de estar sozinha.

Aproximou-se de mim com um sorriso e me perguntou se não sabia mais reconhecer um grande amigo. Amigo... Aquela palavra ecoava em minha mente várias e várias vezes. Amigo...

Quando eu menos esperava, ele me abraçou. Eu comecei a sentir o calor que emanava de seu corpo, sentia seu delicioso perfume invadindo minhas narinas, sentia seus braços trabalhados apertando o meu corpo, como se quisessem me proteger de algo, como se quisessem me proteger do mundo, como se quisessem erguer uma outra barreira ao meu redor. Já estava completamente envolvida em seu abraço, queria ficar ali durante todo o tempo do mundo, apenas sentindo o seu toque, mas infelizmente aquilo não era possível.

Separou-se de mim e me olhou nos olhos, parecia que ele conseguia ver através de meu corpo, parecia que ele lia meus pensamentos e conseguia ver a minha alma. Eu sentia como se ele soubesse de todo o sentimento que eu tinha por ele e via um carinho e ternura em seu olhar, parecia que ele sentia o mesmo. Envolveu-me em mais um de seus abraços e beijou o topo da minha cabeça, eu sentia as mesmas coisas que sentira antes, só que com mais intensidade, além de tudo sentia um enorme carinho envolvendo todo o meu corpo. Separou-se de mim novamente, agora com um enorme sorriso em seu rosto, não pude me conter e sorri também.

Acariciou me rosto por alguns segundos, segurou meu queixo e apertou seus lábios contra os meus. Meu corpo gelou, minhas pernas tremeram, meu coração parecia querer sair de meu corpo e correr pelo mundo afora. Finalmente pude sentir a maciez de seus lábios, finalmente pude me sentir completa e finalmente pude sentir minha barreira se quebrando em milhares de pedaços, aquela era uma sensação maravilhosa, uma sensação de liberdade e bem-estar. Após o pequeno toque de nossos lábios, abracei o homem de minha vida o mais forte que pude, para que ele nunca mais fosse embora. E ele nunca mais foi...
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Gostaram? Não? Deixem sua opinião, pois ela vale muito!

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Conto de Natal.

Postado por textosdaleka às 22:27 0 comentários

Eu sempre odiei o Natal e nunca soube o porquê. Talvez fosse porque eu odiava os sorrisos falsos na troca dos presentes, ou talvez fosse por causa das músicas natalinas, que me deixavam louca. Como eu disse antes, eu realmente não sei. Não venha me julgar! Eu não odeio Jesus, pelo contrário, eu o amo. E não é por causa dele que eu fico indignada, e sim por causa dos humanos que fazem um monte de coisas, menos seguir os ensinamentos dele. Bom, eu não vim aqui para falar sobre o meu problema particular com o Natal e sim o que aconteceu no último.

Era véspera de Natal, já estava tarde da noite e eu estava voltando da casa de uma amiga. Estava muito frio, a rua estava totalmente deserta, temia que pudesse ser assaltada por algum moleque armado. Por causa disso, ao invés de andar, eu praticamente corria, desesperada para chegar em casa, e foi por causa desse desespero que eu não reparei num homem que estava bem na minha frente. Fui com tudo para cima dele, quase nos derrubei no chão, a nossa sorte foi que eu era (e sou) bastante leve e ele um rapaz com um bom reflexo.

Após o “pequeno” susto ele me olhou e perguntou se eu estava bem e o que tinha acontecido para ter ficado tão desesperada. Olhei bem nos olhos dele, sentia meu rosto arder de vergonha e pedi desculpas pelo terrível incidente, ele apenas sorriu e disse que era para ter mais cuidado. Eu apenas agradeci pelo aviso e reparei que eu o conhecia de algum lugar, só não lembrava qual. Ele também ficou me olhando como se me conhecesse e após um ou dois minutos ele deu um sorriso e me abraçou.

Tomei um pequeno susto e perguntei-lhe se ele estava maluco ou doente. Ele deu mais um sorriso e perguntou se eu lembrava dele, apenas neguei com a cabeça e finalmente fiquei sabendo de seu nome. Ele era o meu querido Gabriel Gomez, um amigo com quem eu estudei até a faculdade e por quem eu ficara completamente apaixonada. Só que ele estava tão diferente! Ele havia pintado o cabelo de preto, tirado os óculos e colocado lentes, começado a malhar e consertado os dentes. Estava tão diferente que eu nem sabia se era realmente ele, só tive a certeza de que era ele quando o meu coração bateu forte como sempre fazia.

Abracei-o mais forte que pude, sem pensar que fazendo aquilo poderia fazê-lo perceber o que eu sentia e comecei a conversar, contando todas as minhas novidades e ouvindo as dele. Puxei-o para um banco que tinha ali perto e ficamos conversando durante alguns minutos. Ele havia me dito que estava louco me procurando, pois queria falar urgentemente comigo e também disse que até pediu meu e-mail para minha mãe, mas a coitada disse que não fazia ideia do que era aquilo.

Papo vai, papo vem e com isso o tempo passou rápido demais, olhei para o relógio e vi que tínhamos ficado mais de uma hora conversando e disse para ele que precisava ir embora. Acompanhou-me até em casa para me proteger e também para aprender o caminho. Já em frente a minha porta, dei meu telefone e nos despedimos com um abraço.

Enquanto rolava pela minha cama tentando dormir, eu lembrava daquele pequeno encontro que havia feito meu coração quase pular para fora de meu corpo de tanta alegria. Também lembrava de todos os nossos momentos juntos, todas as besteiras e maluquices que fazíamos. E para dar um fim a todas aquelas lembranças, eu finalmente lembrei de como ele me fazia sentir. Ele me fazia sentir importante, especial e amada, e foi por causa disso (e por muitos outros motivos) que eu me apaixonei por ele e naquele momento pareceu que a paixão havia voltado junto com as lembranças.

Após todas essas lembranças eu finalmente pude dormir em paz, tendo uma noite sem sonhos. Quando acordei novamente sentia-me jovem, quer dizer, sentia-me adolescente. E, apesar de ser Natal, eu estava feliz. Fiz minhas coisas costumeiras e quando deu 12:00 minha querida mãe me ligou dizendo que era para eu ir a casa dela, disse também que se eu não fosse ela iria morrer e eu iria me arrepender. Sem outra escolha, me arrumei e fui até lá.

Chegando lá, vi que ela tinha feito um enorme almoço e tinha convidado muita gente, eu como sempre fui um pouco anti-social, fiquei horrorizada. Para minha sorte (ou azar), Gabriel também havia sido convidado, então eu passei quase o almoço inteiro perto dele. Após o almoço eu disse que precisava ir embora e perguntei se o Gabriel gostaria de me acompanhar, pois eu precisava falar em ele, ele aceitou e lá fomos nós a caminho de minha casa.

Conversávamos animadamente até que eu lembrei que ele havia me dito que precisava falar comigo, perguntei-lhe o que era e ele me disse que poderia falar uma outra hora. Eu sabia que ele estava mentindo, entretanto, se ele não queria me contar, o que eu poderia fazer? Isso mesmo! Insistir! Eu fiquei insistindo até ele bufar e me contar. Consegui, mas fiquei muito abalada.

Gabriel apenas olhou-me no fundo dos meus olhos e disse que sentia algo por mim. Contou-me que no dia de nossa formatura minha melhor amiga havia perguntado para ele o que o mesmo sentia por mim, ele respondeu que sentia algo especial, só que achava que não era correspondido. Minha amiga bateu-lhe na cabeça e disse que eu sentia o mesmo, disse também que se ele corresse para o aeroporto tinha chances de me pegar, antes que eu entrasse no avião. Infelizmente era tarde demais, eu já havia embarcado, rumo a Espanha, onde passaria quatro ou cinco anos.

Enquanto ouvia isso o meu coração saltitava, dava pulos e rodopios de alegria. Sentia-me nas nuvens até o momento em que eu fiz o favor de pergunta-lhe se ele ainda sentia o mesmo. Ele abaixou a cabeça e disse um “sinto muito”, com isso o meu coração quase parou e senti meu corpo caindo direto no chão e se quebrando como um espelho, meu mundo parecia ter caído e sentia as lágrimas querendo cair.

Por medo de que me visse chorar, virei para ir embora e corri, corri o mais rápido que pude até minha casa, sentia alguém correndo atrás de mim e mesmo com medo de ser algum assaltante, eu não me importei. Continuei correndo até que uma pedra entrou no meio do meu caminho e me fez cair no chão. Fiquei com muita raiva e tive vontade de xingar o mais alto que podia, infelizmente eu não consegui por causa da dor.

Alguém me levantou e perguntou-me se eu estava bem, perguntei-lhe se estava cego e se não podia ver que eu estava me contorcendo de dor. A pessoa disse que eu não havia mudado, que continuava a mesma velha chata e apressada, que nunca deixava os outros terminar uma frase e já tirava conclusões precipitadas. Olhei para ele e vi que ele sorria, perguntou-me se podia terminar a frase a partir do “sinto muito”, respondi que se era para me humilhar mais ele poderia parar por ali. Ele apenas riu e disse as seguintes palavras:

- “Eu iria dizer que eu sinto muito, pois o que eu sentia antes era algo que não chegava aos pés do que eu sinto agora, era algo tão pequeno como uma formiga, mas agora é bem maior que um elefante. Também iria te perguntar se você sentia o mesmo, contudo você foi mais apressada e saiu correndo igual a uma maluca. Acho que você faria sucesso se fosse atleta!”

Comecei a rir e a chorar ao mesmo tempo, era um turbilhão de sentimentos dentro de mim, sentimentos como amor, raiva, alegria e tristeza. Aproximou-se de mim, pensei que iria me beijar e mais uma vez ele me surpreendeu, ao invés de me beijar, me abraçou. Arregalei os olhos por algum tempo e o abracei o mais forte que eu pude. O resto você já sabe.

E apesar de odiar o Natal, aquele havia sido o melhor Natal de todos. Acho que finalmente fui uma boa menina naquele ano... 

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Sem ter você.

Postado por textosdaleka às 17:03 1 comentários


"Querido amigo,

   Soube que você vai se casar com a... Qual é mesmo o nome dela? Ah! Lembrei, Ester! Eu estou muito feliz por vocês e espero que vocês sejam muito felizes, pois merecem... Fora isso, estou escrevendo este e-mail para lhe 'dizer' duas coisas: a primeira é que não poderei comparecer ao casamento, estou com muitas coisas para resolver aqui no Brasil. Sabe como é, né? Minha mãe está doente e meu pai um pouco deprimido, ainda por cima aqueles papéis ainda não saíram, o que dificulta ainda mais, pois acho que não posso sair do país sem antes assinar aquele bendito papel. Tudo seria muito mais fácil se eu assinasse em algum lugar e desse 'Ctrl+C' e 'Ctrl+V', não é mesmo? Enfim, a segunda coisa que eu queria dizer era que... Era que... É melhor deixar pra lá. Sei que vai ficar curioso, mas é realmente melhor deixar pra lá, não posso te contar isso, ainda.
   Agora que já escrevi tudo o que tinha para 'dizer', chegou à hora da despedida.

            Beijos,
                        Lais."

Lais acabara de escrever o e-mail e lágrimas reprimidas escorriam pelo seu rosto, molhando levemente sua blusa. Ela queria contar, queria contar para ele o que estava guardando dentro de seu peito há algum tempo. Infelizmente ela não podia, não agora faltando apenas um mês para o casamento, ela sabia que além de estragar o casamento dele, ela estragaria a vida dele e a sua amizade. Mesmo que não tivesse seu amor, mesmo que não fosse acordar todos os dias ao lado dele, mesmo que as flores que ele levaria para casa não fossem pra ela, ela ficaria feliz. Tudo o que realmente importava para ela era a felicidade dele, mesmo que para isso ela precisasse abrir mão da sua.

Preparou-se para dormir e teve uma noite sem sonhos. Acordou, cuidou da casa e finalmente acessou seu e-mail, onde já tinha a resposta de seu amigo. Era um e-mail pequeno, simples e direto, dizendo que ele sentia muito, pois não queria se casar sem a sua melhor amiga presente. Disse também que sentia muita saudade dela, que se sentia muito triste e sozinho sem a presença dela, disse que Ester estava muito ocupada escolhendo os vestidos e finalmente se despediu pedindo que sua querida amiga voltasse logo.

Estava se sentindo mal, dentro dela dois sentimentos opostos se misturavam: a alegria e a tristeza; Chorava e sorria ao mesmo tempo, chorava de tristeza e sorria de alegria, pois ele ainda assim precisava dela. Naquela noite ela se deitou pensativa, ficou pensando por horas até chegar em uma conclusão: ela seguiria em frente e continuaria com a amizade dele, mesmo que no fundo fosse doloroso. Naquela noite ela dormiu tranqüila.

O tempo passou, ela conseguiu ir ao casamento e lá fez uma grande amizade... O destino começava a entrar em ação... 

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Explicações.

Postado por textosdaleka às 13:06 0 comentários
Vim novamente pedir desculpas por não ter escrito esses dias. Minha escola está dando muito trabalho e está me cansando muito! É uma semana trabalho, outra semana teste, trabalho, prova e mais trabalho. Isso cansa muito! Enfim, eu estou muito triste com uma pessoa e mesmo que seja uma chatice, preciso desabafar.

Ontem fui visitar um blog de uma conhecida e vi que ela copiou quase todos os meus textos e nem ao menos creditou! No meu entendimento essa pessoa colocou como se fossem dela e isso me deixou muito triste e revoltada. A pessoa colocou TUDO, até as fotos que eu uso para 'enfeitar'. E é por isso que eu estou muito, muito revoltada!

Agora, mudando de assunto, só vim aqui explicar o motivo de não ter postado esse tempo todo e desabafar um pouco. Tenho que sair, pois vou tomar um banho e ir pra aula de violão :], beijo e fiquem com Deus.

domingo, 26 de junho de 2011

Para sempre juntos.

Postado por textosdaleka às 15:31 3 comentários
Antes de começar, peço a todos que lerem um comentário, seja ele um elogio ou uma crítica. Isso me deixaria muito feliz. Sei que o texto pode estar ruim, mas espero que gostem.





‘“Aquela casa (ou melhor, mansão), eu estava novamente naquela casa. Andava pelos corredores segurando em uma das mãos a câmera que mamãe havia deixado para nós (para mim e meu irmão), temia que a qualquer momento algum fantasma pudesse aparecer atrás de mim. Segurava uma lanterna em minha outra mão. Minhas mãos estavam trêmulas, a sorte é que não estava me atrapalhando. Andei mais um pouco, virei num corredor à esquerda e vi uma grande porta, abri e vi uma grande escadaria. Resolvi descer e chegando no meu destino, percebi mais um grande corredor.

Andei mais um pouco até que senti um enorme calafrio e uma presença bem atrás de mim, sentia um vento frio vindo direto na minha nuca, como se fosse uma respiração, me virei lentamente e a vi novamente. Era a mesma mulher com seu kimono preto totalmente rasgado e em seu rosto, ao invés de olhos, havia buracos e o sangue escorria dali, na verdade isso não acontecia, apenas tinha a marca de sangue, deixando bem claro que antes de morrer haviam colocado aquela máscara que tinha pregos na região dos olhos.

Peguei rapidamente a câmera com as duas mãos, posicionei na mulher e tirei uma foto de seu rosto, ela gritou e veio enfurecida na minha direção, tirei mais algumas fotos e ela finalmente sumiu, deixando apenas a impressão de que eu estivera sozinha o tempo todo. Andei mais um pouco e senti meu corpo congelar, aquilo não era possível! Ele estava ali, bem na minha frente, meu querido e amado irmão estava me olhando. Ele parecia estar me convidando para um abraço, um abraço cheio de saudade.

Mas algo me prendia no mesmo lugar, um sentimento de culpa, um sentimento que estava guardado dentro de meu peito há algum tempo. E que tentarei contar rapidamente o motivo daquele sentimento que me sufocava.

Há dois anos meu irmão havia ido numa mansão, verificar sobre o paradeiro de um novelista que havia desaparecido. Após algumas investigações, descobriu que o novelista havia ido para aquela mansão. Meu irmão, como disse no início, foi para lá e também havia desaparecido. Decidi ir atrás dele, eu nutria um sentimento muito forte pelo meu irmão, sempre fomos muito unidos. Desde criança eu via e ouvia coisas que ninguém podia e ele era o único que me apoiava, que me ouvia e que não me tachava de louca.

Então assim que eu notei que ele havia sumido, procurei qualquer coisa que me desse alguma pista e descobri que ele havia ido para aquela mansão. Já na mansão descobri que os morados faziam coisas terríveis lá. Uma delas é que eles pegavam uma garota “pura”, colocavam em uma grande pedra, amarravam os membros superiores e inferiores, amarravam também no pescoço, finalmente amarravam as outras pontas em bois e faziam os mesmos puxarem os membros da garota. Isso era conhecido como o “Ritual de Estrangulamento”.

Um dia os rituais deram errado e o chefe matou a família inteira, se matando depois. Fazendo com que ali nascesse uma maldição e por várias vezes os fantasmas me atacavam, só conseguia vencê-los graças à câmera de minha mãe. Essa câmera “selava” os espíritos. E quanto mais eu adentrava na mansão, mais eu descobria sobre eles e constantemente via meu irmão.

Na quarta noite, quando eu já sabia de tudo, finalmente estava na hora de colocar o espírito mais revoltado para descansar em paz, seu nome era Kirie (uma mulher). Depois de algumas fotos (pra não dizer várias), finalmente havia terminado e consegui me salvar. Infelizmente falhei na missão de salvar meu irmão, deixando-o para trás naquela mansão.

A partir daí comecei a criar um sentimento de culpa. Eu havia sobrevivido e meu amado irmão foi deixado para trás. E naquele momento ele estava na minha frente, me olhando com olhos tão convidativos...

Virou de costa para mim, continuando seu caminho, me deixando ali, sozinha, sem mais ninguém. Foi nesse momento que eu finalmente comecei a correr até ele e decidi me juntar a ele e dessa vez para sempre.’”

- Diário de Miku Hinasaki.

sábado, 11 de junho de 2011

Just a dream.

Postado por textosdaleka às 23:05 2 comentários
Acho que o título foi bem sugestivo... Enfim, espero que vocês gostem e por favor: comentário não mata ninguém! Além de não matar ninguém, ele me deixa feliz! 

XX


Sentia um vento levemente frio entrando pela minha janela totalmente aberta. Mesmo estando com um pouco de frio, eu me recusava a colocar um agasalho. Naquele momento eu estava sentada em minha cama e abraçava meus joelhos, meu olhar estava fixado nas belas estrelas que brilhavam intensamente no céu escuro. Fiquei mais alguns minutos nessa posição e quando finalmente me levantei para colocar um agasalho, a campainha toca. Esperei mais alguns minutos, ninguém havia atendido. Sem outra escolha, decidi colocar a preguiça de lado e desci.

Enquanto descia lentamente, percebi que eu não conhecia muito bem aquela casa. Era totalmente diferente da minha, só o quarto que era parecido. Aquela era uma casa de dois andares, um tanto quanto luxuosa e espaçosa. Na minha pequena caminhada pude perceber alguns quartos, salas e vasos de plantas espalhados por todo o andar. Quando desci as escadas pude ver uma cozinha ao meu lado direito e uma sala ao meu lado esquerdo.

A cozinha era com pisos claros, as paredes também claras e os móveis cor tabaco. A geladeira, o fogão e etc pareciam ser tudo de primeira. Lá também havia alguns vasos de plantas. A sala tinha pisos e paredes brancos, o sofá era em couro preto, a estante era cor tabaco. Na estante tinha fotos, um aparelho de DVD, uma televisão grande e um Home Theater. E também tinha duas portinhas que guardavam algo. Tinha um vaso de planta em casa lado da estante... Só não digo mais, pois não lembro.

Finalmente cheguei na porta e quando abri vi a pessoa mais querida e especial para mim. Seu nome era Daniel e ele era meu amigo virtual até algum tempo atrás, e naquele momento estava bem na minha frente. Naquele momento a única coisa que eu consegui fazer foi abraçá-lo bem forte, abraçá-lo como se o mundo fosse acabar e após alguns minutos me separei dele. Uma alegria enorme tomou conta de mim e eu não conseguia deixar de sorrir. Entretanto esta alegria durou pouco, ele teve de partir e só me visitou para avisar que havia chegado na cidade e que no dia seguinte poderíamos conversar horas e horas.

Nos abraçamos novamente e ele foi embora. Fechei a porta com um sorriso de orelha a orelha e me preparei para subir novamente. Quando iria começar a subir as escadas, percebi que a televisão estava ligada sem ninguém assistir. Soltei um pequeno suspiro e me aproximei lentamente. Pude perceber que havia alguém deitado no sofá e assim que vi me aproximei da pessoa para ver seu rosto.

Seu rosto estava perdido entre os seus cabelos escuros, pude ouvir um pequeno ronco e tive uma grande vontade de rir bem alto. Após conseguir controlar a vontade de rir, afastei seus cabelos e percebi que dois olhos negros e sonolentos me observavam. A pessoa me perguntou o que eu queria, eu disse que nada e pedir desculpas por acordá-lo. Ele se sentou e se espreguiçou, em seguida tirou seus cabelos da face e eu finalmente consegui ver seu rosto.

Era ele. O homem que eu amava estava bem na minha frente. Naquele momento eu havia esquecido de tudo e meu corpo congelou, senti minha face ficar um pouco quente e meu coração parecia explodir a qualquer momento. Eu queria gritar, abraçá-lo e dizer que o amava com todas as forças, mas eu não conseguia. Não conseguia me mover, não consegui expressar qualquer reação. E ele me olhava curioso. Perguntou o que havia acontecido e eu apenas respondi que nada, em seguida perguntou porque eu estava daquele jeito tão estranho, eu respondi que não havia acontecido nada.

Ainda me olhava curioso quando se levantou e me olhou nos olhos como se soubesse que eu estava mentindo. E quando eu menos esperava, ele deu um sorriso e me abraçou com delicadeza, como se eu fosse quebrar ou desmanchar. O abracei também e me senti de um jeito que eu nunca havia me sentido antes.

Só que minha vista escureceu de repente e quando percebo, eu estou abraçada no meu travesseiro, vestindo o meu pijama com patinhos desenhados e meus cabelos completamente bagunçados. Fiz uma careta e me espreguicei. Percebi uma pequena carta e nela estava escrito o seguinte:

"Gisele, como você estava dormindo tão bem, resolvi não te acordar. O pijama do patinho ficou muito bem em você e vê se prenda o cabelo na próxima vez. Peço também que se o travesseiro estiver babado que você troque a fronha. Com amor, mamãe”.

Desculpas.

Postado por textosdaleka às 19:42 0 comentários
Sei que quase ninguém deve ler meu blog, mas mesmo assim gostaria de vir aqui pedir desculpas por ter sumido e deixado isso aqui totalmente parado. O único motivo de ter feito isso é que estou no último ano da minha escola e isso tem tomado quase todo meu tempo (embora eu não faça nada dentro de casa), então além do meu tempo, isso levou toda a minha inspiração embora.

Bom, agora não tenho mais nada pra dizer. Oh sim! Quero dizer também que tentarei escrever um texto hoje ou amanhã e também que tentarei escrever com mais frequência.

Agora sim eu disse tudo e vou me despedir. Espero que os poucos que leiam este blog possam me desculpar. Desejo um ótimo dia e que Deus abençoe a todos!
 

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