sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Sem ter você.

Postado por textosdaleka às 17:03 1 comentários


"Querido amigo,

   Soube que você vai se casar com a... Qual é mesmo o nome dela? Ah! Lembrei, Ester! Eu estou muito feliz por vocês e espero que vocês sejam muito felizes, pois merecem... Fora isso, estou escrevendo este e-mail para lhe 'dizer' duas coisas: a primeira é que não poderei comparecer ao casamento, estou com muitas coisas para resolver aqui no Brasil. Sabe como é, né? Minha mãe está doente e meu pai um pouco deprimido, ainda por cima aqueles papéis ainda não saíram, o que dificulta ainda mais, pois acho que não posso sair do país sem antes assinar aquele bendito papel. Tudo seria muito mais fácil se eu assinasse em algum lugar e desse 'Ctrl+C' e 'Ctrl+V', não é mesmo? Enfim, a segunda coisa que eu queria dizer era que... Era que... É melhor deixar pra lá. Sei que vai ficar curioso, mas é realmente melhor deixar pra lá, não posso te contar isso, ainda.
   Agora que já escrevi tudo o que tinha para 'dizer', chegou à hora da despedida.

            Beijos,
                        Lais."

Lais acabara de escrever o e-mail e lágrimas reprimidas escorriam pelo seu rosto, molhando levemente sua blusa. Ela queria contar, queria contar para ele o que estava guardando dentro de seu peito há algum tempo. Infelizmente ela não podia, não agora faltando apenas um mês para o casamento, ela sabia que além de estragar o casamento dele, ela estragaria a vida dele e a sua amizade. Mesmo que não tivesse seu amor, mesmo que não fosse acordar todos os dias ao lado dele, mesmo que as flores que ele levaria para casa não fossem pra ela, ela ficaria feliz. Tudo o que realmente importava para ela era a felicidade dele, mesmo que para isso ela precisasse abrir mão da sua.

Preparou-se para dormir e teve uma noite sem sonhos. Acordou, cuidou da casa e finalmente acessou seu e-mail, onde já tinha a resposta de seu amigo. Era um e-mail pequeno, simples e direto, dizendo que ele sentia muito, pois não queria se casar sem a sua melhor amiga presente. Disse também que sentia muita saudade dela, que se sentia muito triste e sozinho sem a presença dela, disse que Ester estava muito ocupada escolhendo os vestidos e finalmente se despediu pedindo que sua querida amiga voltasse logo.

Estava se sentindo mal, dentro dela dois sentimentos opostos se misturavam: a alegria e a tristeza; Chorava e sorria ao mesmo tempo, chorava de tristeza e sorria de alegria, pois ele ainda assim precisava dela. Naquela noite ela se deitou pensativa, ficou pensando por horas até chegar em uma conclusão: ela seguiria em frente e continuaria com a amizade dele, mesmo que no fundo fosse doloroso. Naquela noite ela dormiu tranqüila.

O tempo passou, ela conseguiu ir ao casamento e lá fez uma grande amizade... O destino começava a entrar em ação... 

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Explicações.

Postado por textosdaleka às 13:06 0 comentários
Vim novamente pedir desculpas por não ter escrito esses dias. Minha escola está dando muito trabalho e está me cansando muito! É uma semana trabalho, outra semana teste, trabalho, prova e mais trabalho. Isso cansa muito! Enfim, eu estou muito triste com uma pessoa e mesmo que seja uma chatice, preciso desabafar.

Ontem fui visitar um blog de uma conhecida e vi que ela copiou quase todos os meus textos e nem ao menos creditou! No meu entendimento essa pessoa colocou como se fossem dela e isso me deixou muito triste e revoltada. A pessoa colocou TUDO, até as fotos que eu uso para 'enfeitar'. E é por isso que eu estou muito, muito revoltada!

Agora, mudando de assunto, só vim aqui explicar o motivo de não ter postado esse tempo todo e desabafar um pouco. Tenho que sair, pois vou tomar um banho e ir pra aula de violão :], beijo e fiquem com Deus.

domingo, 26 de junho de 2011

Para sempre juntos.

Postado por textosdaleka às 15:31 3 comentários
Antes de começar, peço a todos que lerem um comentário, seja ele um elogio ou uma crítica. Isso me deixaria muito feliz. Sei que o texto pode estar ruim, mas espero que gostem.





‘“Aquela casa (ou melhor, mansão), eu estava novamente naquela casa. Andava pelos corredores segurando em uma das mãos a câmera que mamãe havia deixado para nós (para mim e meu irmão), temia que a qualquer momento algum fantasma pudesse aparecer atrás de mim. Segurava uma lanterna em minha outra mão. Minhas mãos estavam trêmulas, a sorte é que não estava me atrapalhando. Andei mais um pouco, virei num corredor à esquerda e vi uma grande porta, abri e vi uma grande escadaria. Resolvi descer e chegando no meu destino, percebi mais um grande corredor.

Andei mais um pouco até que senti um enorme calafrio e uma presença bem atrás de mim, sentia um vento frio vindo direto na minha nuca, como se fosse uma respiração, me virei lentamente e a vi novamente. Era a mesma mulher com seu kimono preto totalmente rasgado e em seu rosto, ao invés de olhos, havia buracos e o sangue escorria dali, na verdade isso não acontecia, apenas tinha a marca de sangue, deixando bem claro que antes de morrer haviam colocado aquela máscara que tinha pregos na região dos olhos.

Peguei rapidamente a câmera com as duas mãos, posicionei na mulher e tirei uma foto de seu rosto, ela gritou e veio enfurecida na minha direção, tirei mais algumas fotos e ela finalmente sumiu, deixando apenas a impressão de que eu estivera sozinha o tempo todo. Andei mais um pouco e senti meu corpo congelar, aquilo não era possível! Ele estava ali, bem na minha frente, meu querido e amado irmão estava me olhando. Ele parecia estar me convidando para um abraço, um abraço cheio de saudade.

Mas algo me prendia no mesmo lugar, um sentimento de culpa, um sentimento que estava guardado dentro de meu peito há algum tempo. E que tentarei contar rapidamente o motivo daquele sentimento que me sufocava.

Há dois anos meu irmão havia ido numa mansão, verificar sobre o paradeiro de um novelista que havia desaparecido. Após algumas investigações, descobriu que o novelista havia ido para aquela mansão. Meu irmão, como disse no início, foi para lá e também havia desaparecido. Decidi ir atrás dele, eu nutria um sentimento muito forte pelo meu irmão, sempre fomos muito unidos. Desde criança eu via e ouvia coisas que ninguém podia e ele era o único que me apoiava, que me ouvia e que não me tachava de louca.

Então assim que eu notei que ele havia sumido, procurei qualquer coisa que me desse alguma pista e descobri que ele havia ido para aquela mansão. Já na mansão descobri que os morados faziam coisas terríveis lá. Uma delas é que eles pegavam uma garota “pura”, colocavam em uma grande pedra, amarravam os membros superiores e inferiores, amarravam também no pescoço, finalmente amarravam as outras pontas em bois e faziam os mesmos puxarem os membros da garota. Isso era conhecido como o “Ritual de Estrangulamento”.

Um dia os rituais deram errado e o chefe matou a família inteira, se matando depois. Fazendo com que ali nascesse uma maldição e por várias vezes os fantasmas me atacavam, só conseguia vencê-los graças à câmera de minha mãe. Essa câmera “selava” os espíritos. E quanto mais eu adentrava na mansão, mais eu descobria sobre eles e constantemente via meu irmão.

Na quarta noite, quando eu já sabia de tudo, finalmente estava na hora de colocar o espírito mais revoltado para descansar em paz, seu nome era Kirie (uma mulher). Depois de algumas fotos (pra não dizer várias), finalmente havia terminado e consegui me salvar. Infelizmente falhei na missão de salvar meu irmão, deixando-o para trás naquela mansão.

A partir daí comecei a criar um sentimento de culpa. Eu havia sobrevivido e meu amado irmão foi deixado para trás. E naquele momento ele estava na minha frente, me olhando com olhos tão convidativos...

Virou de costa para mim, continuando seu caminho, me deixando ali, sozinha, sem mais ninguém. Foi nesse momento que eu finalmente comecei a correr até ele e decidi me juntar a ele e dessa vez para sempre.’”

- Diário de Miku Hinasaki.

sábado, 11 de junho de 2011

Just a dream.

Postado por textosdaleka às 23:05 2 comentários
Acho que o título foi bem sugestivo... Enfim, espero que vocês gostem e por favor: comentário não mata ninguém! Além de não matar ninguém, ele me deixa feliz! 

XX


Sentia um vento levemente frio entrando pela minha janela totalmente aberta. Mesmo estando com um pouco de frio, eu me recusava a colocar um agasalho. Naquele momento eu estava sentada em minha cama e abraçava meus joelhos, meu olhar estava fixado nas belas estrelas que brilhavam intensamente no céu escuro. Fiquei mais alguns minutos nessa posição e quando finalmente me levantei para colocar um agasalho, a campainha toca. Esperei mais alguns minutos, ninguém havia atendido. Sem outra escolha, decidi colocar a preguiça de lado e desci.

Enquanto descia lentamente, percebi que eu não conhecia muito bem aquela casa. Era totalmente diferente da minha, só o quarto que era parecido. Aquela era uma casa de dois andares, um tanto quanto luxuosa e espaçosa. Na minha pequena caminhada pude perceber alguns quartos, salas e vasos de plantas espalhados por todo o andar. Quando desci as escadas pude ver uma cozinha ao meu lado direito e uma sala ao meu lado esquerdo.

A cozinha era com pisos claros, as paredes também claras e os móveis cor tabaco. A geladeira, o fogão e etc pareciam ser tudo de primeira. Lá também havia alguns vasos de plantas. A sala tinha pisos e paredes brancos, o sofá era em couro preto, a estante era cor tabaco. Na estante tinha fotos, um aparelho de DVD, uma televisão grande e um Home Theater. E também tinha duas portinhas que guardavam algo. Tinha um vaso de planta em casa lado da estante... Só não digo mais, pois não lembro.

Finalmente cheguei na porta e quando abri vi a pessoa mais querida e especial para mim. Seu nome era Daniel e ele era meu amigo virtual até algum tempo atrás, e naquele momento estava bem na minha frente. Naquele momento a única coisa que eu consegui fazer foi abraçá-lo bem forte, abraçá-lo como se o mundo fosse acabar e após alguns minutos me separei dele. Uma alegria enorme tomou conta de mim e eu não conseguia deixar de sorrir. Entretanto esta alegria durou pouco, ele teve de partir e só me visitou para avisar que havia chegado na cidade e que no dia seguinte poderíamos conversar horas e horas.

Nos abraçamos novamente e ele foi embora. Fechei a porta com um sorriso de orelha a orelha e me preparei para subir novamente. Quando iria começar a subir as escadas, percebi que a televisão estava ligada sem ninguém assistir. Soltei um pequeno suspiro e me aproximei lentamente. Pude perceber que havia alguém deitado no sofá e assim que vi me aproximei da pessoa para ver seu rosto.

Seu rosto estava perdido entre os seus cabelos escuros, pude ouvir um pequeno ronco e tive uma grande vontade de rir bem alto. Após conseguir controlar a vontade de rir, afastei seus cabelos e percebi que dois olhos negros e sonolentos me observavam. A pessoa me perguntou o que eu queria, eu disse que nada e pedir desculpas por acordá-lo. Ele se sentou e se espreguiçou, em seguida tirou seus cabelos da face e eu finalmente consegui ver seu rosto.

Era ele. O homem que eu amava estava bem na minha frente. Naquele momento eu havia esquecido de tudo e meu corpo congelou, senti minha face ficar um pouco quente e meu coração parecia explodir a qualquer momento. Eu queria gritar, abraçá-lo e dizer que o amava com todas as forças, mas eu não conseguia. Não conseguia me mover, não consegui expressar qualquer reação. E ele me olhava curioso. Perguntou o que havia acontecido e eu apenas respondi que nada, em seguida perguntou porque eu estava daquele jeito tão estranho, eu respondi que não havia acontecido nada.

Ainda me olhava curioso quando se levantou e me olhou nos olhos como se soubesse que eu estava mentindo. E quando eu menos esperava, ele deu um sorriso e me abraçou com delicadeza, como se eu fosse quebrar ou desmanchar. O abracei também e me senti de um jeito que eu nunca havia me sentido antes.

Só que minha vista escureceu de repente e quando percebo, eu estou abraçada no meu travesseiro, vestindo o meu pijama com patinhos desenhados e meus cabelos completamente bagunçados. Fiz uma careta e me espreguicei. Percebi uma pequena carta e nela estava escrito o seguinte:

"Gisele, como você estava dormindo tão bem, resolvi não te acordar. O pijama do patinho ficou muito bem em você e vê se prenda o cabelo na próxima vez. Peço também que se o travesseiro estiver babado que você troque a fronha. Com amor, mamãe”.

Desculpas.

Postado por textosdaleka às 19:42 0 comentários
Sei que quase ninguém deve ler meu blog, mas mesmo assim gostaria de vir aqui pedir desculpas por ter sumido e deixado isso aqui totalmente parado. O único motivo de ter feito isso é que estou no último ano da minha escola e isso tem tomado quase todo meu tempo (embora eu não faça nada dentro de casa), então além do meu tempo, isso levou toda a minha inspiração embora.

Bom, agora não tenho mais nada pra dizer. Oh sim! Quero dizer também que tentarei escrever um texto hoje ou amanhã e também que tentarei escrever com mais frequência.

Agora sim eu disse tudo e vou me despedir. Espero que os poucos que leiam este blog possam me desculpar. Desejo um ótimo dia e que Deus abençoe a todos!

domingo, 22 de maio de 2011

Poema de Vinicius de Morais.

Postado por textosdaleka às 18:56 2 comentários
Vasculhando meu livro de Português, achei um poema lindo do poeta Vinicius de Morais. Não sei porque, mas eu tive vontade de postá-lo aqui, espero que gostem. A única coisa que eu não sei é se vocês conhecem e o nome do poema. De qualquer forma, achei legal postar aqui.

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Amo-te tanto, meu amor... não cante
O humano coração com mais verdade...
Amo-te como amigo e como amante
Numa sempre diversa realidade.

Amo-te afim, de um calmo amor prestante,
E te amo além, presente na saudade.
Amo-te, enfim, com grande liberdade
Dentro da eternidade e a cada instante.

Amo-te como um bicho, simplesmente
De um amor sem mistério e sem virtude
Com um desejo maciço e permanente.

E de te amar assim, muito e amiúde
É que um dia em teu corpo de repente
Hei de morrer de amar mais do que pude.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Meu destino em suas mãos.

Postado por textosdaleka às 16:34 0 comentários
(Aninha, obrigada pela ajuda no título)


O sol nascia no horizonte, junto com ele aquela mulher se levantava. Todos os dias era a mesma coisa: ela se levantava, fazia sua higiene pessoal, tomava uma xícara de café que sua empregada fazia, e finalmente ia para a varanda tomar seu café e sentir a brisa fria tocando-lhe no rosto. Ficava apoiada nas grades de sua varanda, seus cabelos ficavam soltos e balançando com o vento, seus olhos fechados apreciando a brisa, todos que observavam ela naquele jeito a achavam encantadora e ela era. Uma jovem encantadora de beleza exuberante e ao mesmo tempo exótica. Ah, como ela tinha pretendentes!

Era conhecida como a mulher mais difícil de se conquistar, ninguém na empresa onde trabalhava havia conseguido marcar apenas um encontro. Ninguém entendia porquê ela nunca havia namorado, achavam realmente estranho uma mulher jovem, atraente e cheia de vida sem nenhum namorado, já haviam suspeitado que ela era homossexual, todavia a mesma não demonstrava ser. Todos achavam que ela precisava ter um namorado, suas amigas já tentaram por várias vezes arranjar alguém para ela, só que ninguém sabia que ela tinha apenas um único segredo que só Deus sabia. Na verdade, não era bem um segredo.

Havia se apaixonado perdidamente por um homem que nem sabia de sua existência, amou ele com todas as suas forças e prometeu para si mesma que o amaria por toda a eternidade e esperaria que um dia tivesse a oportunidade de conhecê-lo. O tempo passou e isso nunca havia acontecido, nunca. Agora, já era uma mulher adulta e havia dito para si mesma que iria esquecer desse amor de adolescente, só que isso nunca aconteceu. Dia após dia seu amor crescia mais e isso a impedia de qualquer tipo de relacionamento, mesmo querendo com todas as forças arrumar alguém e deixar o passado para trás...

Naquele dia ela acordou com uma preguiça enorme de sair para trabalhar, enquanto tomava seu café pensava se ligava ou não para a empresa e dizer que não estava se sentindo bem. Sabia que se não fosse sentiria um peso na consciência e mesmo assim queria muito passar aquele dia em casa. Abriu seus olhos e decidiu ir ao trabalho, colocou o café na pia da cozinha e se arrumou para trabalhar, já pronta foi para a empresa. A empresa onde trabalhava era uma gravadora bem famosa e ela era assistente do dono, naquele dia iriam receber três celebridades de outros países que iriam gravar um CD.

Chegou na empresa e deu "Bom-dia" para seus colegas de trabalho, rapidamente chegou no quarto e último andar da empresa, e entrou na sala de seu chefe que já estava esperando-a, pois a presença dela era necessária na pequena reunião. Entrou na grande e bela sala, todos ali presentes dirigiram seus olhares para ela. Seu chefe deu um pequeno sorriso e disse que ela estava um pouco atrasada, e que não havia nenhum problema. A jovem olhou para seu chefe e para as celebridades, seu corpo gelou e não conseguia acreditar.

Lá estava ele, o homem que ela sempre amou, o primeiro que conseguiu fazer seu coração disparar. Ele estava a alguns metros dela e a única coisa que ela queria era abraçá-lo fortemente, abraçá-lo e nunca mais soltar. Sabia que não podia, sabia que certamente seria despedida, sabia que ele talvez nunca mais quisesse olhar para a cara dela, naquele momento ele estava tão perto e ao mesmo tempo tão longe. Seu chefe notou que ela havia ficado paralisada e rapidamente chamou a atenção dela, a mesma ficou constrangida e rapidamente pediu desculpas.

Seu coração parecia a ponto de explodir, sua respiração estava levemente acelerada e por sorte ninguém havia percebido aquilo nela. Rapidamente cruzou a sala, tentando se controlar e se pôs ao lado de seu chefe, começaram a acertar as coisas. Por várias vezes olhava para aquele homem, ali tão perto dela, era só esticar o braço e tocá-lo, por várias vezes sentia flutuar nas nuvens enquanto ouvia sua voz calma e grossa, por várias vezes tentava não respirar e sentir o perfume dele.

Até que em algum momento seus olhares se cruzaram, ele percebeu que ela rapidamente olhou para seu bloquinho e com uma mão tirou uma pequena mecha de cabelo que teimava cair sob seu rosto, e percebeu também que sua face obteve uma coloração avermelhada. Seu chefe olhou rapidamente para ela e pediu que trouxesse quatro xícaras de café, a mesma assentiu e assim que saiu daquela sala respirou fundo, caminhou até o final do corredor e preparou o café, em seguida voltou para a sala e distribuiu o café.

Não conversavam mais sobre o contrato que estavam fazendo, conversavam sobre coisas diversas e assim que ela chegou distribuindo o café, seu chefe disse que ela poderia ir para sua sala. Rapidamente serviu o café e praticamente foi correndo para sua sala, lá se jogou na cadeira e suspirou. Ficou alguns minutos sozinha e pensando, até que ele bateu em sua sala. A mesma não entendeu o motivo dele estar fazendo aquilo, ele apenas disse que queria conversar com alguém, já que estava se sentindo excluído naquela conversa.

Compreendeu, pediu para que ele entrasse e disse que poderia ficar a vontade. E foi daquele dia em diante que ela finalmente pôde se considerar a mulher mais feliz do mundo, agora ele estava mais perto ainda e finalmente poderia se abrir para alguém. Iria para a gravadora todos os dias e conversava com a jovem e encantadora assistente, era uma mulher incrível. Poderia começar qualquer tipo de relacionamento com ela, entretanto tinha duas coisas que o impedia.

A primeira era que ele iria embora em alguns meses e a segunda era que ele estava noivo, amava muito sua futura esposa. E no seu último dia, antes de ir embora, foi se despedir de sua querida amiga. A abraçou, disse que ela era muito especial, deu um beijo em sua testa e finalmente se foi. Ficou novamente sozinha, sem ninguém no mundo, seu coração doía e não sentia mais vontade de viver, ele parecia tão perto e estava tão longe. Ele se foi e chegaram os dias sombrios, sem luz e sem felicidade.

Os anos passaram e a ferida em seu peito parecia ainda maior, muito maior do que já estava quando ele disse que iria partir em algumas semanas. Anos se passaram e a felicidade parecia cada vez mais longe dela. Não conseguia mais sorrir, só no trabalho e todos sabiam que no fundo ela estava sofrendo muito. Estava tão diferente da garota que era há algum tempo, um pouco fria com os rapazes e muito amiga de todas as mulheres.

Até que um dia perdeu a vontade de viver.

Então, quando estava prestes a se matar, a campainha toca. Abriu e era ele radiante, com os braços abertos, esperando a mesma abraçá-lo. E pela primeira vez, em anos, sentia seu coração se encher de esperança de finalmente ser feliz. Ele entrou e se sentou no sofá com ela em seus braços, explicou tudo o que havia acontecido. Continuava com a carreira de cantor e havia se separado de sua mulher, pois não achava certo estar com uma pessoa e amar outra. A convidou para ir com ele aonde ele for, ela aceitou e ela finalmente pôde sonhar com um final feliz.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Momento de paz.

Postado por textosdaleka às 11:13 0 comentários
Há lugares que gostaríamos muito de estar num momento de fúria, tristeza ou mágoa. Seja este lugar um jardim magnífico, um castelo de cristal ou uma clareira que dê para ver o pôr do sol sentado em cima de uma grande rocha. Toda pessoa, ou quase todas as pessoas tem essas vontades de sumir, ir para um lugar distante e ficar sozinhas consigo mesmas, refletindo sobre a vida. Confesso a vocês que também sou assim, sempre que estou triste, furiosa ou magoada, viajo para um lugar secreto, mas que agora não vai ser secreto.

Peço a todos vocês que não contem este segredo para ninguém, ou se quiserem podem contar, não há problema nenhum, a única coisa que peço é que só contem para as pessoas que realmente precisarem. Como irão saber se precisam? Eu não faço a menor idéia, seu coração lhe dirá. Agora irei lhes dizer que lugar magnífico é este.

Este lugar magnífico e perfeito é aquele que está em sua mente, este é o segredo. Não compreende? Faça uma pausa de poucos minutos, imagine um lugar que você está em paz, um lugar que lhe deixa feliz e alegre, um lugar que te faça bem. Agora se imagine caminhando ou correndo por este lugar, com um sorriso nos lábios e sentindo o vento tocar-lhe na face. A paisagem? A paisagem é aquela que você mais gosta.

Pode ser um pequeno rio, límpido como o céu, um rio raso que de para ver peixes coloridos, em volta só grama e árvores. Perto do rio um balanço pendurado em uma árvore esplêndida com folhas douradas por causa do sol, um balanço em que você pode se sentar e se balançar para frente e para trás, sentindo o leve vendo acariciar teu rosto e balançar teus cabelos.

Imagine-se num caminho por entre árvores coloridas e bastante altas, algumas flores rosas, folhas vermelhas e amareladas caem em suas cabeças. Agora, você está caminhando lentamente sentindo uma brisa gélida, provocando uma sensação boa de frio, até que quando você menos percebe o caminho acaba, só tem árvores e parece que por entre as folhas ecoa um som, um som calmo e tranqüilizante de uma cachoeira.

Uma cachoeira límpida e cristalina onde passa um arco-íris, você acaba adorando e senta sobre a grama verde, molhada e macia. Passam alguns minutos até que você finalmente decide e acaba tomando um banho de cachoeira, quando nota percebe que já chegou o pôr do sol e finalmente sai da cachoeira. Percebe também que ao redor há algumas árvores frutíferas e resolve comer algo.

Finalmente anoitece, o céu está estrelado e a lua é refletida na água, que naquele momento estava calma. Você está deitado, sentindo novamente o vento tocar seu rosto, e você percebe vaga-lumes, belos vaga-lumes pelo céu, deixando aquela paisagem ainda mais bonita. Você acaba adormecendo.

Resumindo: você pode imaginar qualquer lugar, qualquer lugar perfeito que você gostaria de estar, basta apenas imaginar aquele lugar lindo que lhe deixe em paz. Ou então, basta mentalizar a imagem de Jesus Cristo, aquele que morreu por nós, na minha sincera opinião tudo nele traz uma imensa paz de espírito.

Para terminar, quero lhes dizer que espero ter ajudado em alguma coisa. E se vocês já conheciam este segredo, peço desculpas se os decepcionei. Só vim lhes dizer isto e lhes desejar uma ótima semana, que Deus esteja com vocês.

domingo, 10 de abril de 2011

Carta para um amigo.

Postado por textosdaleka às 10:14 0 comentários

Sinto saudade.

Querido amigo venho por meio desta carta para lhe dizer que sinto muitas saudades. Sinto tantas saudades de quando ficávamos na varanda de sua casa tomando chá e comendo biscoitos, observando o pôr do sol e conversando sobre suas músicas. Lembro de quando você tentava conversar comigo sobre meus textos, entretanto te impedia de dizer qualquer coisa, você não entendia porque eu não gostava de qualquer elogio. Também sinto saudades de quando o tempo estava chuvoso. Ficávamos sentados num pequeno espaço claro com algumas plantas, nos sentávamos naquela mesinha branca que ficava no canto da sala. Lembra que ficávamos conversando sobre qualquer coisa e comendo bolinhos?

Sinto saudades de quando caminhávamos pelo bosque em todas as tardes de primavera. O sol se escondia no horizonte e ambos caminhávamos lado a lado, eu tocava naquele mato alto que vinha até nosso quadril, você observava o céu sendo levemente tingido por uma cor alaranjada. Queria saber se você também sente saudades de tudo isso. Você sente saudades? Sente saudades de mim? Não preciso dizer nada, pois você sabe que eu também sinto. É lamentável, tive que partir e te deixei.

Peço desculpas! Sabe que eu tive que partir para ajudar pessoas que eu gosto muito. Prometo que quando puder, voltarei. E junto levarei meu amor que tanto pediste para conhecer. Espero voltar em breve para que possamos voltar a fazer tudo isso juntos. Também levarei comigo aquela pessoa da qual me falou.

Saudades de ti meu caro amigo, peço que me espere.

Beijos te quero.
Assinado: Sua amiga.

sábado, 26 de março de 2011

Falando com a lua.

Postado por textosdaleka às 22:42 0 comentários

I know you're somewhere out there
Somewhere far away
I want you back
I want you back
My neighbors think
I'm crazy
But they don't understand
You're all I have
You're all I have

Abriu as janelas, o vento gélido da noite tocava-lhe delicadamente no rosto, sentou no parapeito da janela e ajeitou seu pequeno bloco em suas pernas. Olhou rapidamente para a lua e pegou em sua caneta, naquele bloco ela escrevia todos os seus pensamentos, era como um diário só que diferente. Folheou algumas páginas e finalmente chegou numa em branco, começou a escrever. Pensou em escrever sobre coisas alegres, entretanto não podia naquele estado, estava triste. Decidiu então escrever sobre aquilo que a entristecia.

“Sei que está em algum lugar lá fora, bem longe de mim. Prometeu que nunca me abandonaria e nunca me deixaria triste, está quebrando essa promessa. Não vê? Você não vê que está me fazendo mal? Eu quero você de volta, quero agora!”.

Parou de escrever por um momento, observou as estrelas e olhou para a lua. A lua era sua “única amiga”, podia conversar com ela, estava sempre pronta para escutá-la. Sabia que era bobeira, entretanto ainda assim conversava com a lua. Ainda observava a lua quando uma lágrima teimosa escorreu de seus olhos, a secou. Em seguida olhou novamente para o caderno e voltou a escrever.

“Meus vizinhos acham que eu estou enlouquecendo. Eles não entendem, não entendem que tudo o que eu tinha, tudo o que eu tinha era você. Sinto sua falta, preciso de você aqui e agora...”.

At night when the stars
light up my room
I sit by myself
Talking to the Moon
Try to get to You
In hopes you're on
the other side
Talking to me too
Or am I a fool
who sits alone
Talking to the moon

Fez uma pequena pausa, aquela posição a incomodava. Era um pouco complicado se equilibrar no parapeito de uma janela e escrever com letras belas para que pudesse entender depois. Em alguns momentos tinha a impressão que iria cair. Decidiu se levantar e correu pelo quarto e logo acendeu a luz, finalmente deitou de bruços em sua cama voltando a escrever.

“Preciso te contar uma coisa! Preciso te contar que quando as estrelas aparecem no céu, iluminando meu quarto, eu me sento sozinha e converso com a lua, tentando chegar até você, na esperança de que esteja do outro lado falando comigo também. Deve estar pensando que sou uma tola que se senta sozinha conversando com a lua.”

I'm feeling like I'm famous
The talk of the town
They say
I've gone mad
Yeah, I've gone mad

Parou novamente de escrever, deu mais um longo suspiro. Ouviu algumas crianças brincando e outras que deveriam se afastar do portão de sua casa, pois ela estava maluca. Às vezes ela se sentia como se estivesse ficando famosa todos daquele bairro falavam dela.

“Acho que estou ficando famosa, todos os vizinhos estão falando de mim, até as crianças. Eles dizem que estou louca, por me sentar sozinha e conversar com a lua.”

Soltou a caneta, virou o corpo de modo um tanto brusco e ficou com a barriga para cima, fitou o teto. Mais lágrimas teimosas escorriam de seus olhos, doía tanto pensar nele, doía tanto ainda amá-lo, doía tanto viver sem ele. Havia a deixado muito magoada, e ainda assim ela o amava. Virou novamente, ficando de bruços e mais lágrimas saíam deixando seu lençol levemente úmido.

Do you ever hear me calling?
Cause every night
I'm talking to the moon
Still trying to get to you

In hopes you're on
the other side
Talking to me too
Or am I a fool
who sits alone
Talking to the moon

“Me responda, por favor: você já me ouviu chamando? Porque todas as noites eu falo com a lua tentando novamente chegar até você na esperança de que você esteja do outro lado falando comigo também. Sei que sou uma tola que fica sentada sozinha falando com a lua, mas é a única coisa que eu posso fazer para tentar chegar até você.”

Em um momento de repulsa, jogou o bloco e a caneta longe, parecendo uma criança, voltou a chorar. Pegou um travesseiro e se abraçou a ele. Pensava em muitas coisas ao mesmo tempo, pensava o quanto o amava, pensava o quanto estava sendo tola por escrever tudo aquilo, pensava que parecia uma criança escrevendo num diário, pensava que não adiantava nada escrever naquele bloco.

Pensava também no quanto parecia boba, e louca para os vizinhos, ficar sentada conversando com a lua e tentando chegar até ele. Aquilo não mudaria nada, aquilo não faria com que ele voltasse, aquilo não fazia com que alguém a ajudasse. Aquilo não adiantava, aquilo não adiantava foi a última coisa em que ela pensou antes de pegar no sono.

E de algum modo, aquilo realmente a ajudou. Ainda era de manhã quando ele entrou em sua casa, ainda tinha as chaves, entrou só para deixar uma pequena carta com um pedido de desculpas por tudo o que ele havia feito, escreveu a carta porque não teria coragem de lhe dizer pessoalmente.

Entrou silenciosamente no quarto e a viu dormindo ainda abraçada no travesseiro. Também viu, em cima de um tapete, o bloco em que ela escrevia. Com uma grande curiosidade, pegou o bloco e o leu. Logo após deu um pequeno sorriso e sentou-se ao lado da cama, onde podia acariciar os cabelos macios e sedosos de sua amada. Acabou adormecendo naquela posição.
 

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