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quarta-feira, 2 de março de 2011

Sempre ao seu lado.

Postado por textosdaleka às 08:51 0 comentários
Obs.: Não escrevi esse texto com o propósito de gerar discussões sobre religião. Peço que não me critiquem. Obrigada!
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A música mais bela que eu já tinha escutado tocava ao fundo, meu pai segurava um de meus braços e eu podia sentir o nervosismo. As grandes portas se abriram, aquela igreja estava muito bela com aquele grande tapete vermelho e flores ao lado do banco. Pequenas crianças entraram com belos vestidos e jogavam flores no chão, davam passos pequenos e demasiado lentos. Minhas duas melhores amigas estavam ao meu lado, esperando as belas crianças chegarem ao fim para finalmente entrarem lentamente.

Eu podia ver uma delas quase chorando de emoção, só que infelizmente ela se negava a chorar, achava que isso era para fracos e queria provar a todo o momento que era forte como uma pedra. Usavam vestido roxo e abaixo do joelho com um pequeno decote em V, começaram a "desfilar" por aquele longo tapete vermelho.

Logo terminaram e finalmente começou tocar a minha música. Entrei junto de meu pai, dava passos lentos numa tentativa de acompanhar a música. Podia ver as pessoas ali sorrindo felizes por mim, algumas mulheres choravam, enquanto os homens diziam que aquilo era pura bobeira, embora poucas lágrimas teimassem em sair de seus olhos. Finalmente cheguei ao fim daquele tapete e meu pai me entregou ao homem de minha vida. Ele estava tão belo de smooking... E finalmente o padre começou a cerimônia.

Não durou muito tempo, o idoso homem dizia algumas palavras, eu tentava ouvi-las, mas só ouvia algumas pessoas falando que ele usava uma peruca. Não demorou muito e eu já havia dado uma pequena risada que graças aos céus ninguém percebeu. Após alguns minutos aquele Senhor idoso nos olhou com doçura e perguntou se ambos nos aceitavam como legítimos esposos. Em seguida anunciou que ele finalmente podia me beijar. Ele levantou meu véu delicadamente e deu um beijo suave em meus lábios. Saímos da Igreja, as pessoas jovagam alguns grãos de arroz em cima de nós dois. Eu estava feliz, mais feliz do que se pode imaginar.

Entramos no carro e fomos até o salão de festa que estava na outra esquina. Eu recebia parabéns e pessoas que me desejavam felicidades. Comíamos, dançávamos e nos divertíamos. Havia notado que minhas melhores amigas haviam sumido e quando menos se esperava as luzes se apagaram e um telão apareceu descendo do teto. Um fio de luz iluminava uma porta e de lá saíram elas, passaram algumas fotos no telão, vídeos de quando éramos adolescentes e tocava uma bela música que falava sobre amizade. No fim, as duas pegaram um microfone para cada e um pedaço de papel. Ambas começaram a dizer belas palavras, palavras que nunca havia ouvido de nenhuma delas. Palavras que nunca ninguém ousou em dizer para mim. Palavras que me deixaram mais emocionada do que eu já estava.

Acabaram e me deram um longo abraço, desejaram toda a felicidade deste mundo, pois eu merecia. O tempo passou rápido, muito rápido e logo todos estávamos cansados. Parti o grande bolo e nos despedimos. Entrei num carro elegante ao lado de meu marido, fomos para a auto-estrada para chegar logo no aeroporto e pegar nosso avião para França. Só que já era de madrugada, não havia ninguém na estrada. Até que num piscar de olhos surgiu um caminhão em alta velocidade e nos atingiu em cheio. A última coisa de que me lembro eram as sirenes, pessoas ao meu redor e alguns bombeiros dizendo que meu marido havia ficado preso nas ferragens com alguns ossos quebrados e uma grave hemorragia interna. Minha vista escureceu rapidamente e eu não me lembro de mais nada.

Acordei em uma cama macia e confortável, o quarto era branco e ouvia alguns barulhos de aparelho, minha visão ainda estava embaçada. Logo minha visão melhorou e podia enxergar alguns balões coloridos, flores nas janelas e ursos de pelúcia espalhados pelo quarto, o que mais me chamou a atenção era um grande cachorro de pelúcia no canto daquela sala. Ouvi a porta se abrir lentamente, olhei para uma mulher vestida toda de branco, usava um coque ajeitado e quase nenhuma maquiagem.

Ela caminhou lentamente até mim e perguntou se eu estava bem. Contei que sentia um pouco de dor de cabeça, entretanto não era algo tão grave. Perguntei se havia alguém de minha família ali presente, aquela jovem moça disse que só estava uma mulher que estava há uma semana na sala de espera, perguntando por mim. A jovem moça saiu do quarto, ouvi vozes do lado de fora e logo entraram duas pessoas, um homem e uma de minhas melhores amigas.

Estava com profundas olheiras, sinal de que quase não dormia, um copo de café na mão e um pequeno sorriso de alívio. Caminhou até mim e beijou minha testa, logo apertou minha mão e se sentou ao meu lado.

- Graças aos céus que você acordou! - disse ela. - Estava tão preocupada com você, Lúcia. - continuou. Eu sorri e segurei sua mão firmemente. Gostava tanto da companhia dela, sempre esteve ao meu lado, mesmo quando brigávamos.

- Você está péssima Adriana. - eu disse com um sorriso, ela riu. Logo lembrei do acidente. - Onde está Paulo? - logo o sorriso dela desapareceu.

- Não creio que possa dizer algo para você. - ela fitou meus olhos, fiquei olhando para ela tentando obter alguma resposta. - Tudo bem, eu digo, mas a situação não é a das melhores. Paulo perdeu muito sangue e está em coma, seu estado é grave, entretanto ainda conseguem mantê-lo vivo de alguma forma. - disse ela abaixando o olhar. Eu não podia acreditar que aquilo estava acontecendo. Aconteceu tudo tão rápido, logo no momento mais feliz de minha vida...

Após uma semana recebi alta, fui morar no apartamento o qual havíamos comprado para morarmos. O tempo passou e não havia nenhuma melhora no estado de saúde de Paulo. Minha melhor amiga tentava me distrair, tentava me fazer sorrir, eu sorria. Entretanto, não conseguia deixar de demonstrar minha preocupação e meu princípio de depressão.

Ela vinha até minha casa e me contava às coisas que haviam acontecido enquanto eu ainda estava de recuperação no hospital. Descobri que o belo rapaz era um novo amigo, ele era médico que trabalhava naquele hospital e fazia de tudo para que minha amiga fosse dormir em casa, mas nada naquele mundo fazia ela sair daquele hospital. Contou que uma grande amiga nossa havia morrido e que minha outra melhor amiga havia viajado para o sul, assistir ao velório de sua avó...

E foi assim que as semanas se passaram. Até que em uma bela noite acordei de madrugada para fazer um lanche, e vi Paulo no meio da sala próximo a cozinha observando os quadros pendurados na parede.

- Paulo! - eu gritei, ele rapidamente olhou para mim e abriu seus braços. Corri para lhe dar um abraço e passei por seu corpo, batendo de cara na parede. Minha testa estava dolorida e eu não estava entendendo nada. Recompus-me e olhei para ele imóvel. Tentei tocar seu rosto só que meus dedos penetraram em sua pele. Não era possível! Como ele podia ser um fantasma se estava vivo.

- Lúcia. - disse ele. - Não sei o que está acontecendo. Num momento estava tudo escuro e de repente acordei aqui. - ele continuou, tentou se aproximar de mim, com receio, recuei. - Luca, por favor, me ajuda! - aquele era definitivamente o Paulo, me chamava de Luca sempre quando eu estava assustada, com medo.

Desesperada, liguei para Adriana e lhe contei o que estava acontecendo. Ela disse que às vezes quando as pessoas estão em coma o espírito se desliga do corpo, percebe tudo o que acontece em sua volta e às vezes são levados para alguns lugares em forma de aprendizado. Eu ainda estava muito assustada com aquilo tudo, nunca havia acreditado que era possível e naquele momento percebi que existem coisas que nem imaginamos. Sentei no sofá, Paulo veio e sentou-se junto de mim. Comecei a fazer algumas perguntas, quando pude perceber já estávamos conversando...

O tempo passou. Havia me acostumado com o estado em que Paulo estava. Ficávamos sentados um do lado do outro, conversando sobre algumas coisas, coisas inúteis e que ainda assim teimávamos em conversar. Ficava madrugada adentro conversando com ele, não sentia necessidade de beijá-lo, muito menos de tocá-lo, só a presença dele era suportável. De manhã ia até a casa de Adriana conversar com ela, contar tudo o que havíamos conversado durante a madrugada. Eu sabia que Adriana era a única que não iria rir de mim e era a única em que eu podia confiar minha conversar com Paulo.

Até que em uma noite, enquanto tomava meu banho senti algo sendo roubado de mim, nenhum bem material, e sim algo que estava dentro de meu coração. No momento nem dei importância, saí do banho e me arrumei sentindo aquela tristeza inexplicável. Sentei no sofá e fiquei esperando Paulo aparecer para conversar. Esperei alguns minutos, ainda não havia aparecido. Esperei algumas horas, ainda não havia aparecido. Estava ficando com medo e assustada. Até que eu recebo uma ligação.

- É da casa da Sra. Lúcia? - perguntou uma voz fina e leve. - Preciso lhe informar sobre Paulo. - continuou. - Antes preciso que a Senhora sente em seu sofá. - eu já estava ficando com medo, além do medo sentia uma leve pontada de esperança, avisei que já havia sentado, embora fosse mentira. - Sinto lhe informar, mas seu marido faleceu há algumas horas. - terminou.

Naquele momento minhas pernas falharam e eu caí sentada, minha respiração estava acelerada, minha vista escurecia e lágrimas infinitas escorriam de meus olhos. Eu não podia acreditar no que estava acontecendo. Não, não podia. Aquilo não podia ser verdade. Ouvi batidas em minha porta, estava tão desesperada que não conseguia dizer nada, a porta se abriu e pude sentir uma pessoa se ajoelhar ao meu lado e me abraçar, me consolando.

Chorava desesperadamente, meu coração doía muito. Até que em algum momento, jurava ter ouvido a voz de Paulo bem longe me dizendo: "Sempre estarei ao seu lado". E naquele momento pareceu que tudo havia se acalmado, rapidamente caí no sono nos braços de Adriana. E dormi, dormi como nunca.


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Adriana levou Lúcia até sua cama, pegou alguns lençóis e dormiu. Aquela noite havia sido horrível. Acordou de manhã com lágrimas teimosas saindo de seus olhos. Viu Adriana dormindo no sofá desconfortavelmente. Tomou um banho, ainda estava em lágrimas. Quando foi escovar seus dentes, sentiu um enjôo forte, uma vontade de vomitar incontrolável.

Após alguns meses descobriu que estava grávida de Paulo. Pouco antes de seu casamento, haviam tido uma relação sexual. Esperava um filho de Paulo, um fruto do amor dos dois. Uma criança que iria amar com todas as suas forças e se recordou das últimas palavras de Paulo "Sempre estarei ao seu lado" e realmente estava cumprindo sua promessa com aquela criança que estava por vir.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Last Kiss.

Postado por textosdaleka às 17:45 0 comentários
Um conto baseado na música Last Kiss da banda Pearl Jam, não sei se ficou bom, mas espero que gostem.
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Oh where, oh where, can my baby be?
The Lord took her away from me.
She's gone to heaven so I've got to be good,
So I can see my baby when I leave this world.

Ele estava deitado em seu sofá lembrando daquela noite terrível. Daquela noite que lhe tirava o sono, daquela noite que lhe causava dor. Naquela noite Deus tirou dele a pessoa que ele mais amava, mas não podia fazer nenhuma besteira, pois sabia que nessa hora ela estava no paraíso apenas esperando por ele e assim que sua vida acabasse a veria novamente.

We were out on a date in my daddy's car,
We hadn't driven very far.
There in the road straight ahead,
A car was stalled, the engine was dead.
I couldn't stop, so I swerved to the right,
I'll never forget the sound that night.
The screaming tires, the busting glass,
The painful scream that I heard last.

Começaram a passar pequenos filmes daquele dia, pequenos filmes que lhe tiravam o sono, pequenos filmes que marcavam sua memória. E então começou a lembrar daquela noite terrível... Eles haviam saído para um encontro no carro do pai dele, não andaram muito e lá na estrada, bem na frente deles um carro estava enguiçado. Ele não conseguiu parar e então desviou para a direita, nunca iria esquecer o som daquela noite. O som de pneus cantando, os vidros estourando e o grito de dor que ouviu por último.

When I woke up, the rain was pouring down,
There were people standing all around.
Something warm flowing through my eyes,
But somehow I found my baby that night

Então ele acordou, a chuva caía do céu, como se estivesse em lágrimas... Havia muitas pessoas em volta deles, até que ele sentiu algo quente escorrer de seus olhos, mas de alguma forma conseguiu encontrá-la.

I lifted her head, she looked at me and said;
"Hold me darling just a little while."
I held her close I kissed her - our last kiss,
I found the love that I knew I had missed.
Well now she's gone even though I hold her tight,
I lost my love, my life that night.

Ele levantou sua cabeça levemente, ela olhou para ele e disse para abraçá-la por algum tempo. Ele a abraçou forte e a beijou, um beijo doce e cheio de sentimento e que infelizmente aquele era seu último beijo. Ela havia ido embora, mesmo ele a abraçando com todas as forças, ele perdeu seu amor naquela noite e aquilo nunca iria ser esquecido.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Antes que seja tarde.

Postado por textosdaleka às 19:41 4 comentários
"Estavam deitados sobre a grama observando a lua. Aquele havia sido um dia cansativo e a única coisa que queriam eram aproveitar a presença um do outro. Ambos tinham cabelos negros e olhos verdes, pareciam até gêmeos, mas na verdade eram grandes amigos. Eles tinham crescido juntos, de início brigavam pelos brinquedos no playground, mas com o tempo foram aprendendo a dividir e finalmente eram amigos inseparáveis. Ela era assistente do presidente de uma empresa famosa e ele era coordenador de uma escola. Ambos tiveram muitos aborrecimentos, até mesmo a noite quando não trabalharam.

- Sabe, eu não aguento mais aquele chato do meu chefe. Toda hora reclama de mim, dizendo que não presto pra nada. - reclamava ela, ainda fitando a lua.

- Pelo menos você não atura adolescentes fazendo besteiras toda hora. É muito cansativo cuidar de "crianças". - ele também reclamava, ela sorriu e lembrou-se de quantas besteiras tinham feito quando adolescentes.

- Agora você sabe pelo que nosso coordenador passou. - disse ela dando uma risada abafada, ele deu um sorriso. Ambos calaram-se novamente e continuaram fitando a lua. Ele olhou rapidamente para ela. A luz da lua mesclava com sua pele, dando um tom um tanto azulado, seus olhos pareciam mais brilhantes do que nunca graças à luz da lua. Ele observou o corpo de sua amiga, não estava olhando para ela como um amigo, e sim como um homem. "Ela é uma mulher desejável" pensou ele consigo. Ela percebeu que ele a olhava, olhou pra ele e perguntou se havia algo errado. Seu rosto logo recebeu um tom avermelhado de constrangimento, a única coisa que ela fez foi dar uma pequena risada, adorava quando ele ficava constrangido.

- Nossa você tinha que ver! Ficou vermelhinho! - disse brincando, ele rapidamente ficou emburrado com a brincadeira de mal gosto da amiga. Fazia bastante tempo que ele havia percebido que não a  queria como amiga, e sim como algo mais. Odiava aquela sensação de olhar para ela desejando-a profundamente, não sabia mais como evitar aquele sentimento.E odiava ainda mais quando a amiga percebia que ele a fitava, e depois fazia algum tipo de brincadeira. Ela por outro lado só o queria como amigo e sabia que no fundo ele era um homem apaixonado por ela. Ela suspirou profundamente e tentou conversar com ele sobre um assunto delicado, um assunto em que ela deveria tomar cuidado para não machucar a pessoa mais importante pra ela.

- Paulo... - ele a fitou novamente, tentando se controlar. - Faz tempos que percebo que está me olhando com outros olhos. E bem... Não sei como dizer...

- Me quer só como amigo? - ela rapidamente arregalou os olhos. - Eu sei disso. Mas você sabe que não tem como mandar no coração. - concluiu.

- Me desculpe. - ele a olhou sem entender. - Sei o quanto dói um amor não correspondido, já senti isso. Me desculpe mesmo.

 - Não precisa pedir desculpas Carmem, está tudo bem. - ele sorriu. Logo convenceu ela, mas sabia que realmente não estava nada bem.

- Podemos continuar sendo amigos? - perguntou ela, ele apenas assentiu. - Ótimo! Agora vamos dormir, já está tarde. - ambos se levantaram e foram para suas casas...

Algum tempo se passou depois dessa noite, não, algum tempo não. Um ano exatamente. Ela havia começado um namoro sério e decidiu se afastar do amigo, pensando que faria bem a ele. E realmente fez bem, ele também começou um namoro com uma mulher que realmente gostava dele, ele tinha o mesmo sentimento, mas ainda assim escondia o amor por sua amiga. Até que finalmente seu casamento foi marcado, no dia de seu casamento, sua amiga apareceu em lágrimas.

- Paulo... - disse ela, ele estava vestindo seu paletó quando ela entrou na pequena sala onde estava. - Acabei de terminar meu namoro, pois percebi que eu te amo. Precisei te perder para poder perceber que eu te amava. - ela ainda chorava como uma criança. Ele chegou perto dela e lhe deu um abraço. Depois de algum tempo se desfez do abraço, olhou bem no fundo dos olhos dela e disse as seguintes palavras:

- Carmem, me desculpe, deveria ter percebido isso antes. Deveria ter dado uma chance de tentar te conquistar, mas agora a dona de meu coração é outra. Agora já é tarde Carmem. - ele se aproximou lentamente dela e lhe beijou na testa. Então deu a hora de subir no altar e casar com a mulher de sua vida, com um aperto no coração deixou Carmem ali chorando, mas não podia fazer nada, já era tarde demais..."

E é por isso que eu sempre digo, seja inteligente e quando tiver certeza de que ama uma pessoa diga a ela antes que seja tarde. Ou talvez, dê uma chance para se conquistar, quem sabe nesse tempo você descobre que o ama e poderá ter seu final feliz...


                                                                          XX

Comentário da autora: Parabéns Aninha, espero que tenha sido bem recebida por Jolie e Gabriel, e espero que tenha gostado de ler o texto de ante-mão. Dedico este texto a você. 

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Olá.

Postado por textosdaleka às 19:27 4 comentários
Olá pessoal, hoje é a minha primeira postagem e eu gostaria de lhes contar o porque de eu estar criando esse blog. Sou uma garota de XX anos de idade, gosto muito de escrever e muitas pessoas dizem que meus textos são bons. Eu gostaria de postá-los aqui para saber suas opiniões. E vou começar com meu primeiro texto, o qual eu escrevi ouvindo "Thank you for love me - Bon Jovi". Ainda não tem um título, mas espero que gostem.

Texto: Sem título.

Nunca na minha vida havia me sentido daquele jeito. O desespero, a raiva, o coração partido, todos esses elementos se misturavam com minhas lágrimas. O calor do travesseiro, o qual eu estava abraçada, me fazia lembrar de todos os abraços que ele havia me dado, me fazia lembrar de como me sentia protegida pelos seus braços. A foto no porta-retrato me fazia lembrar de todos os momentos em que tivemos juntos, me fazia lembrar de todas as palavras doces que ele já havia me dito. Os sorrisos estampados em nossos rostos faziam parecer com que estivéssemos felizes, mesmo estando decepcionados no fundo. A cada lágrima que eu derramava meu coração se partia mais ainda, a cada lágrima derramada em meu travesseiro fazia com que eu lembrasse de como ele me protegia quando estava triste, me fazia lembrar que o toque de suas mãos macias e fortes faziam meu corpo tremer. Tudo aquilo eram lembranças que eu tinha dele, lembranças que faziam meu corpo estremecer, lembranças que me enfraqueciam. Lembranças...Lembranças... Sempre são as lembranças que acabam piorando tudo nos momentos em que estamos tristes com algo por algum motivo. E é por isso que eu odeio lembranças.


No meio de meu sofrimento, de minha lástima, a campainha toca. Em alguns momentos eu me odeio por ter a campainha, só que é necessária. Ela continuava a tocar e sem outra escolha, sequei minhas lágrimas e fui atender. Era ele. Seu olhar assustado, seu coração quase saindo pela boca e seus lábios tremendo não impediram com que ele me dissesse:


- Eu te amo demais! Não sei o que eu faria longe de você! Preciso de você, preciso do seu amor, meu lugar é ao seu lado. - então ele se aproximou de mim, segurou meu queixo e me olhou nos olhos. Seus olhos azuis penetrantes tiravam minha concentração e me fazia desejá-lo mais do que eu o desejava. Seu rosto foi se aproximando lentamente do meu e seus olhos foram se fechando, eu estava completamente hipnotizada, mas eu tinha que resistir, tinha que ser forte, por todas as vezes que ele me fez sofrer. Tentei empurrá-lo para longe, mas ele segurou meus braços e me pôs contra a parede. Sua respiração estava acelerada, seu hálito estava doce como sempre e seu cheiro me fez sentir nos céus. Aos poucos ele se aproximou de mim, aos poucos as lembranças vieram à tona, aos poucos eu comecei à tremer e enfraquecer. Quando finalmente seus lábios se encostaram aos meus, eu me entreguei totalmente à ele, mesmo minha mente não querendo, mesmo meu coração doendo, eu me entreguei. Aquela simples manifestação de nosso amor, apenas encostando nossos lábios, se transformou num beijo cheio de doçura, tristeza e emoção. Aquele beijo foi cheio de sentimento e carinho, ficamos ali durante bastante tempo. Aos poucos fomos nos afastando e ele me abraçou fortemente, fazendo com que me sentisse segura novamente. Eu me afastei, olhei bem em seus olhos e disse:

- Promete que nunca vai me deixar? Promete que vai ficar sempre ao meu lado? - apesar de todo meu sofrimento, eu o amava, incondicionalmente.

- Eu prometo. - ele me abraçou novamente e ficamos parados ali, apenas aproveitando o momento.
 

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